sexo oral

quarta-feira, 24 de junho de 2009 às 14:48

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Troca de palavras, cuspir verbos preguiçosos, enrolados em raios de sol que convidam à letargia profunda, numa amena cavaqueira onde trocamos a gramática por dedos de cerveja. Ficas com inveja. Dedos pelos lábios molhados e já está. Regressa a vontade de ficar, espreguiçar a alma num copo qualquer.

à sombra do desassossego

domingo, 21 de junho de 2009 às 23:32

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Os braços juntam-se,
as veias dissolvem-se em artérias que bombeiam o gentil sorriso,
na sede pela carne, de lábios molhados em sonhos,
do corpo que traz a sombra do desassossego no peito,
a inquietação nos olhos, na boca,
que nos veste a pele de arrepios estelares,
desembrulhados um a um,
- somos líquido
um aglomerado que se deixa escorrer pelas mãos abertas.

Rodopiamos a nossa queda em sintonia,
trocando caretas e esgares silenciosos,
lendas de cabelo ao vento, braços abertos,
para roubar o sol do céu, guardá-lo dentro de nós.

Calamos os mortos que já não dançam,
penduramos crianças em dentes de lobos,
arrancamos as vísceras do chão
e pintamos a paz rubra.

A tua boca é afrodisíaco púrpura,
graciosamente cheia do esperma quente.

baionetas

terça-feira, 16 de junho de 2009 às 14:18

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uma gota de sangue que fluí,
cresce nas linhas da mão ressequida,
afagada num momento grave e solene,
de rasgos porosos semeados nas férteis rugas dos teus olhos.

a tranquilidade morosa,
digestão eterna do leite dos teus seios,
débeis sombras entrelaçadas do futuro sobranceiro,
de sabor frio, cuja realidade desembaraçada serve.

Acusar o asfalto com os dedos
- desfazê-los em castelos de cartas
retorcidos num grito histérico
- frenético morder de lábios
nos teus braços
- ranger os dentes em pó
saliva na boca
- escorrer a alma em suór
unhas para fora
- dançares de cintura
somos carcereiro e carrasco,
arriscamos com o gume de 7 facas rombas,
à espera da derrota.

Bom, aqui vai o meu motivo, desespero de causa de tudo aquilo que esqueci, escolhi lembrar depois, talvez amanhã - não interessa, quando decidimos viajar em direcção... espera, esqueci-me. Rias. Leva para casa esta lista - assenta tudo - e espera por mim; precisamos de baionetas, pólvora negra, estrelas - das normais ou económicas, linha preta e de uma agulha. Derrama a pólvora no teu ventre com cuidado, e usa a linha para coseres os olhos, e espera, por mim, sentada nas baionetas. Não demoro.


blah! J