bendita sejas

domingo, 18 de maio de 2008 às 18:43

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úúúú

farto dos teus sucedâneos de felicidade instantânea, daquilo de juntar água "e já está", queria-te puxar para mim e arrancar-te os olhos da cara com a ponta dos dedos, mas apenas me consigo rir ao ver-te deitada, desamparada e abandonada, no meio da urina a pedir por mais, com aquele riso libidinoso e olhos de menina traquina, num outro universo qualquer que te ampara a queda, mesmo depois das trinta noites de coito ininterrupto com todos os arredores desta bela localidade - merda - mesmo com as mães solteiras e os pedófilos chupistas que te engolem o sangue que te sangra das pernas às catadupas.

tentas construir uma prisão, qual redoma de vidro, palco ou régie, de marionetas, e entretens-te a puxar os fios, com o dedo no recto, e chupas - que bem que chupas! - derretendo a carne bolorenta nos lábios, de olheiras deslavadas, as rugas que te revelam a idade - uma pita por sinal - de rua. falta-te o discernimento para haver um poder, um verdadeiro poder, com o qual possas conquistar o mundo. até lá, és uma piada barata, daquelas escritas nos compartimentos individuais e urinóis deste magnífico país.

ainda me lembro do teu belo esqueleto que me sufocava há umas eternidades atrás. e tudo o que sobrou foi uma mancha ácida, aquele fétido sabor a morte na língua, sabes? claro que sabes. e agora entretenho-me, voyeur, na magia que é ver-te pedir por mais, em exclamações e interjeições gesticuladas em desespero - uma busca de perdão talvez? - mergulhada num belo saco de merda, daquela fofinha e verde.

gosto da maneira de como a tua carne se separa dos ossos à medida que tentas esboçar um sorriso. felicidade, bliss. uma diáfora quadrada que te descreve perfeita - como? como como? como como como - e continuas, os teus membros agitam-se frenéticos a tentar trepar pela parede de pilas que não têm cerimónia em jorrar, possuir-te, todas as vezes em que piscas os olhos. e o teu pus - catarro da alma? - escorre-te pelos joelhos, numa poça amarela e laranja, que enxambra desembaraçada pelo escoadouro que te leva, dejecto pestilento, para o oceano de merda que escondes debaixo da cama para ninguém ver.

bendita sejas mulher.



J

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