Reparto o suor com a melodia que me persegue
uma singular razão que deixo para depois
da valsa encadeada no espartilho da morte
reza a lenda, pelo menos.
Não faço da vida comboios ou apeadeiros
cada sorriso é cobrado pelo revisor
que vê revê dobra os olhos e masca a língua
no céu da boca
— beijo a áspera curvatura dos teus dentes podres.
—
Esqueci-me da minha carruagem.
—
Não conheço a fronteira onde termina o percurso
neste rio tão profundo
mas se me deixares suster a respiração
podemos descobrir
— ou afundar-nos no lodo das margens
na apneia ou abstinência de sorrisos.
—
Gostava de trocar as tuas alianças por vinho:
e beber as tuas memórias, à tua idade.
—
Prendo o olhar no peso que perdeste
— reluzente esqueleto que me serve de prisão
e acato a melancolia de um amanhã sem futuro,
resguardado nos lençóis que lentamente afogam o meu corpo
baço
esquartejado num único pedaço.
—
J
Título X
Título IX
Ergues a taça acima da coroa e gemes vitória.
J
Título VIII
Vidro fusco pregado na sombra
turva
dos meus olhos
dobrados no querer que quer crer sem querer
e recortados do horizonte que se curva perante o abismo celeste
— o exasperante vácuo inesperado criado pela faca quente que deixaste armadilhada.
é como rastejar no céu.
—
não sei fingir o amor com pinceladas de opaco
fujo dele com o vento que plantaste e floresce
que ruge o eco isolado de palavras escolhidas no ocaso,
onde o homem decide tombar o corpo
de coração aberto.
e a cinza que me assenta tão bem.
—
J
Título VII
a memória não me serve,
deixa-me afogado no espaço centrífugo
embrionário que revolve o revólver e revolve
a negra tez
que me espera quando fecho os olhos,
quando nego os olhos.
—
Conheço o preço a pagar
— entrego-te todas as moedas de prata que possuo na balança.
e rogo-te: balança a lâmina com todo o ímpeto que encontrares
nas tuas ancas.
—
encontro o que esqueci no amor que deixei de amar
nas vestes encharcadas do cheiro vil à maresia corpulenta
no ódio rachado preso entre-dentes,
selado no vácuo do enorme beijo que podia ser
derrotado pelas velas que te queimam as mãos.
—
não conheço segredos que valham a pena guardar.
—
deixo cartas de resgate a quem encontrar
o captor
devolvam-me o aspecto em sinais nas estrelas,
e façam chover a saudade emprestada
— está tudo bem, não está?
—
é mais fácil viver com o medo da solidão do que sozinho.
—
pinto-me de sombra e desaprendo o amor
rasgo e nego a pele que uso.
resta-me rugir a violência que me sobeja soberana e soberba
dentro da ébria jaula do meu esqueleto.
—
J
TÍTULO Vi
Círculo redondo,
corpo nú
braços deslocados em sombras abraçadas ao
sonho torcido,
uma memória vaga de viver
repetida a cada oscilação do peito
pausa
o chão frio recebe-me por inteiro
sou a redoma de vísceras que tomei para mim
e sinto apenas o fulgor do sangue a diminuir,
a tranquilidade absoluta de ser silêncio,
a memória vaga de viver,
pausa
mordes-me os olhos.
vivo nesta abóbada de estrelas murchas,
amontoo segredos nos ossos e perscruto a sua sinfonia muda.
—
vou demasiado tarde para me deixar afundar no surrealismo celeste
e é assim que desisto da vida todos os dias.
—
J
trinta e oito
Escrevo.
Suspiro sobre a criação
— a ambiguidade mitómana do universo que verte estrelas.
Escrevo.
Leio as palavras que tombam defronte dos meus olhos,
sobretudo sobre nada.
São pensamentos ou ideias quase sempre não são apenas nada.
Turbilhão frágil de anémonas luminescentes
nos socalcos
profundos, esconderijos de almas
que cometem o mais belo dos crimes.
Escrevo.
Insisto em escrever
parágrafos recortados de poesia antiga
em segunda e terceira mão.
Caralhadas avulsas, vulvas avulsas,
noites de luz e morte, sempre na morte.
Escrevo.
Deixo que a caneta sangre sílabas
que inventam ilusões, sugestões
de quem sou, de outros Eus, derivados
de nuvens
e espelhos amarelos quebrados,
o pulmão na boca, a boca
na boca, estrelas nos olhos.
Escrevo.
Tinjo o papel de gasolina e ateio a alma
no teu corpo, todas as vezes,
esqueleto amarrado que roubei para mim,
que carrego para mim, a liberdade
em mim. Não compreendo o que entendem,
não percebo a fome que mata,
rastilho óbvio, preso feito nó
de cicatriz aberta,
as lágrimas que transbordam o sal em feridas de plástico.
Escrevo.
Delineio as regras baças
que ditam quem se deita no meu cemitério,
campas de gente morta,
mortos que sonham verdades
para eles, sombras etéreas esquecidas
no enorme muro azul que conquisto,
trepo e derrubo,
— Sempre!,
para ver a torrente de sangue da minha garganta
aberta.
Escrevo.
Demasiado depressa,
deixo letras abandonadas
das suas palavras,
— são erros,
dizes
— são as memórias erradas,
corrijo.
Escrevo porque os estilhaços de vidro nos olhos
enganam o espelho.
J
Título V
Sou a memória do horizonte contíguo à esperança que olha a parede
atirando suspiros dobrados em si para uma cesta de desperdício,
fogo-fátuo do meu destino que é somente um voraz apeadeiro,
faúlha de gente sem face desdenhada pintado púrpura-amargo,
nicho de dedos contorcidos embrulhados e entorpecidos
daqueles letárgicos delitos que dão à costa em oceanos rasos.
—
Não tenho fundo porque não tenho tona,
véu invísivel sem querer — de risos que não se desmontam
enrolado no asfalto e nos pés à estrada
perco-me nos caminhos eitos sem escadarias para lareiras.
—
Ilustra-me o sonho que tiveste disse ela
sem saber o que me pedia
uma luz que se arrastava ao longe disse
era algo como
como quem queria rebuscar os mortos da terra
pairava alta
tímida
disse-me, e ficaste de braços cruzados enquanto ela passava por ti?
não, estiquei-lhe os meus braços trémulos, frágeis
tentei sorrir mas não sei unir os lábios em semicírculo
olhei-a... mas sou inofensivo, não fui capaz de a puxar para mim, disse-lhe
ela riu-se, tu, inofensivo? parece algo que eu diria querido
o teu amor é tudo menos inofensivo.
—
Balouçava-me nos seus seios, aninhado no seu ventre, resguardado do lá fora, porque estava frio, está sempre frio lá fora. Quando afastas os lábios engoles-me inteiro.
—
não respiro nego-me à fortuna do tomado como certo,
engulo o meu sangue lentamente torneado nas órbitas dos teus olhos,
sou apenas reflexo da realidade assegurada.
—
J
Título IV
o silêncio empurrado do vale,
encosta abaixo pelos campos semeados de geada.
—
Ouve o riacho que percorre a nuca,
os nervos que amainam com o crepitar do fogo,
o incêndio das lembranças da tradição secular.
—
Sou o cheiro bruto das romarias,
das lareiras que aquecem os tímidos esqueletos de inverno,
afagados pelos fartos seios das mulheres da terra que se oferecem férteis à passagem dos elementos,
o fruto doce e sem artificies.
—
És o semblante da morte que carece de tempo,
o anoitecer que tarda a chegar mas que logo chega,
o abandono dos campos que morrem sem serem lavrados,
os estábulos silenciosos de portas quebradas e chocalhos solteiros.
—
És o inverno da saudade das casas onde não ecoam os risos das crianças que não cantam as janeiras ou brincam ao pião.
—
És a lágrima que desvanece as memórias vagas,
a tranquilidade dormente das nossas bocas.
—
J
Título III
sou a implosão
o gatilho que prime
os gases que se comprimem
o electrão em movimento perpétuo,
o átomo que se desintegra.
—
sou o estilhaço que te rasga o abdómen,
um medo de viver mais que o momento
os olhos brancos que falecem
uma imitação barata de um destino tardio.
—
Sou a névoa de partículas que se estende
que sufoca os sobreviventes
ardente no desejo e na vitória,
glória destrutiva ou a raiva etiquetada.
—
És o anjo que sobe aos céus,
que abandona os pobres diabos
cadáveres, esquisitos cadáveres,
sobreviventes da primavera de ser.
—
J
Título II
sou a surpresa do tempo,
a vergonha do sorriso que não desmente,
uma vontade latejante
o laço e o papel enfeite desfeito.
—
sou o momento capturado
capricho agrilhoado à maldade da recusa
a ilha que naufraga no espaço
das mãos que me recebem
estendidas, abertas à humana condição
—
sou a prenda abandonada,
desfeita na pressa dos sorrisos
à condição que, na perspectiva de,
o isométrico sentimento da felicidade plagiada.
—
são teus os dedos que rasgam ágeis,
que procuram critérios e desatam as fitas ornamentais,
os confettis ou serpentinas de prata reluzente,
que escondem a caixa em vácuo.
—
J
título I
deixa-me ser o vento
e reclamar o que nunca foi meu
julga-me na vertigem
no rodopio da dança
quando a natureza treme sublime
no trepidar do meu rugido.
—
irei soprar esperança
os fogos postos e os incêndios deixados
a revolta das vozes mudas
ou o verão na chuva que cai.
—
és apenas o pó que se mistura na aragem
acre áspero rude
que desmonta o palco
e me tinge de sombras
—
desmontas-me o nú para todos verem.
—
J
novelos
Sinto o gosto do verbo que empurra o teu nome,
o peso das palavras que se desfiam em metamorfose
a nuvem — a miragem celeste.
—
Uma solidão que se deixa existir em parágrafos,
novelos, capítulos, novelas,
saudades dos dias que virão
atirados a um fosso
resgatados para atear incêndios,
desfilando perante a multidão
mordendo a esperança de dentes cerrados
de os punhos rasgados.
—
O metal que ruge no firmamento
nos restos das estrelas que nunca,
não iremos olhar
quando me moves, cadáver prometo,
no amor ressuscitado em sons mudos
das rosáceas bochechas do mundo.
—
Somos o espaço,
o lento vácuo que inverte o tempo.
Esta e todas as restantes noites.
—
J
animais
animais
uma centelha fusca
revólver
a certeza roubada no ocaso lunar
jóias de humor vítreo
recortados de velhas recordações
impressões de sombras em pessoas de papel
versões alternativas, talvez despojos de gente.
sou o grito do beijo
o verbo rugir
a verdade ferida.
segue o meu cadáver preso aos atilhos dos cavalos que perseguem a linha do horizonte.
se perderes demasiado tempo
deixas fugir a maneira de escolher
a razão,
o propósito de saber quem sou.
não quero esta guerra
deixa-me entregar o machado
a fugaz luz que me escapa da boca
e segue-me,
és nada mais que o animal humano abandonado ao instinto.
—
gostas do gosto de gostar de sangue nos lábios
enquanto manejas cautelosamente, criteriosamente,
os muros que me servem de mortalha.
—
J
Monopólio
não sei o que dizer
quando
o fulgor nasce
limito-me a seguir instinto, em frente
um limitar que vagueia por entre as veias de ser
esqueço-me que a maré hoje chega à hora marcada
perigoso é o vazio e não eu
resgata-me dos meus ossos e rouba o meu fígado
rega-o leva-o
arranca cada pedaço que te sobrar nos dedos
com a boca feres o meu destino.
juravas a vida divina, um calcular de erros,
ponto de interrogação em caleidoscópio
sem o monopólio da morte.
um erro — dois,
e desistes do mundo redondo, ali na palma da mão.
J
sinónimo
Os momentos que vi junto à janela
não voltam,
não crescem novamente,
— transplantados do meu peito para as tuas mãos
nos vales semeados em palavras
que separam as grandes montanhas de ser.
—
e não sei se quero o medo
a verdade do desconhecido
que Ela semeia em mim
com os restantes raios do sol
do mundo que desaba em si mesmo.
—
Um sorriso é apenas um sinónimo de música.
—
Uma frágil constituição dos astros que se mantém apenas naquele instante,
na faísca de um olhar, naquele relevo ou aglomerado de sombras.
—
quando procuramos a virtude na verdade,
esquecemo-nos sempre que a verdade é irmã do pecado.
Mas dança que a vida não espera por ninguém.
—
Tudo o que queria era que o passado se encontrasse naquela tarde com o sincero, com os dias que não consegues enfrentar, nas regras erguidas a cada lançar dos dados, sentir o rebentar das ondas que foge de mãos dadas com o vento. Sentir os dedos que nos erguem a face aos céus, nos nossos momentos de azul profundo.
—
Deixava-me dormitar na minha sepultura,
se esta dança fosse eterna.
Mas já passou demasiado tempo desde que te vi de sorriso aberto ao mundo.
—
J
crónica de Outono
Ocean Colour Scene - Riverboat Song
Outono é bailado.
Desprendeu-se agora, do alto daquela árvore secular, a folha de Outono. Amarelecida, no tom de oiro velho que o Sol lhe deu, com um ar cansado e cheio de rugas, duma vida já vivida, vai iniciar o baile. Vem livre, em evoluções e piruetas, ao som da música da brisa suave que sopra em surdina. O tema é Ícaro e o seu sonho. É livre. Voa pelo espaço em voo efémero, na realidade dos sonhos já sonhados, que a deitam por terra e a torna escrava dos passos que passam.
Vai alto o Outono. A brisa suave é vento agora. A música já não soa em surdina. Tem tons de estridência e lamúria, sopra gritos, num arrepiar de silvos. O proscénio do céu é iluminado, em feérie de rasgados clarões intermitentes, que respondem ao ribombar dos timbales da orquestra do tempo, dos elementos. As árvores, alinhado corpo de baile, despiram já os seus fatos garridos, estão nuas agora. E, nas evoluções dos braços e dos troncos, nas flexões que o ritmo impõe, vai começar o ballet.
O Outono é a vida melancólica, mal aquecida por um Sol mais baixo que já não queima. É repouso de sonhos cansados, de ledas e doces recordações. É sossego, paz, tranquilidade, e onde o cântico final das vindimas soa como o último abencerragem da alegria.
Trivialidades de uma vida efémera, que se repete, recolhidas por esta folha de Outono que eu já sou.
As mãos que entrelaçávamos, naquele envelhecer bonito, com a confiança da vida que havíamos deixado em boas mãos, decrépitos, de sorriso parvo na cara, feitos um para o outro, incomodados com a ausência dos beijos que trocávamos às escondidas, abraçados naquele por do sol que pintava toda a paisagem de dourado.
Os rios corriam mais lentos, pintados de vermelho pelo horizonte, quando brincávamos naquela terra molhada, aquele cheiro intenso a fertilidade, mergulhados nas memórias do verão que já se esquecia, longe, dos risos abandonados naqueles areais, escondidos nas dunas do teu corpo, e os teus olhos e os meus, risonhos.
O vento que sopra frio e faz ranger os ossos, silva pelas frestas das janelas e portas, preso em meditações, naqueles longos domingos solarengos, do Sol quente que arde por dentro, que faz corar as folhas, tingidas pelo vermelho dos teus lábios, ou amarelecidas nas saudades que rasgam as nuvens baixas que passam. As andorinhas já não pairam por cima das nossas casas, e a orquestra arruma os seus instrumentos, tudo se resguarda, espera pelo frio, naquelas demoradas noites que nos encurtam os dias.
Vai alto o Outono, velho sábio, agasalhado em nós.
J & Joaquim Teixeira circa 1994
Publicado anteriormente e novamente só porque é bom e eu gosto
manhã
Segura-me a mão e vê como o pulso se desfaz na pedra,
apenas memórias de coisas que nunca foram
dois dedos de gente que se recusam.
Dança,
—
baila a vida como o copo de vinho que ergues
e saúda quem te rodeia
a vida é a festa que não acaba
sentida de pé no chão, raízes da alma
e música na boca.
—
Murmura a íngreme melodia na manhã quando esta floresce virgem.
—
A vida são dois dias, não percas tempo a pensar no que irás fazer se chegares ao terceiro.
—
J
Para T
Tito Paris - Danca Ma Mi Criola
a terra parece bailar debaixo de cada passo que dás,
e tu danças, fazes o mundo dançar contigo
porque não há nada melhor que o fraterno enlace,
o vasto suspiro que nos cobre a fronte
nestes bucólicos passeios de outono.
—
És a vida que te permites
à qual negas razão de ser
na cega ideia
de vender verdades melindradas.
—
O teu peito é o mundo que preenches com todas as cores que ainda não inventaste.
—
Repara em ti, observa o
quão grandes e cheios são esses teus olhos de menina.
As faúlhas de sonhos roubados com as pontas dos dedos
esbanjados em abraços generosos que florescem para todos.
—
Sê rainha — usurpa o trono.
A vida sabi.
—
Para a T'rêzinha, no seu aniversário
— nha cre tcheu & todo o carinho do mundo.
J
metamorfose
Meço a distância pelas palavras que trocamos no tempo que cresce infinito até à rosácea saudade embrulhada na ilusão roubada ao firmamento.
Vê como cresce a morte nas sombras dos dedos.
—
Gosto das ideias que se levantam nas tempestades,
em redes e arpões de velhos pescadores,
recusadas por determinados padrões valores sentenças e demais
na solidão do silêncio que aflige apenas quem já morreu
deixa o vento polir as memórias que guardas doces
trancadas nas estórias que não provaste
envolvidas no cetim brilhante das carícias dos nossos ossos
—
Gosto de funerais aos domingos
—
não tento compreender a eternidade
ou a frágil constituição dos astros
apenas a fuga constante
o pulsar rápido do sangue
à descida do inferno que ruge
a tranquilidade nas sombras dos meus dedos.
—
vou viajar, embarcar, negar a praia que desemboca nestes olhos
negar as palavras que se medem em distâncias
e rasgar o tempo finito até que um rio rubro se torne na vertigem dos teus olhos.
—
Deixa-me cair nos teus braços,
na doce doença dos teus suspiros,
sou a luz pálida que cresce vertiginosa
na sombra dos teus dedos.
—
Sou morte, o desespero das lágrimas encadeadas que jorram socorros.
Deixa-me abrir os olhos na escuridão absoluta da saudade
— o fastio do seu aroma
nas cores que sangram a metamorfose dos nosso beijos.
J
esboço para algo maior
Beirut - Elephant Gun
Reflexos da terra que nos viu morrer.
Deixa-me construír as paredes deste muro com jangadas
para beber o céu que te transborda os olhos,
em doces cascatas de vertigens bravas,
despidas nas rosadas mentiras a cada dentada.
Irei embarcar com todas as ideias
em movimentos perpendiculares à verdade da tua ausência,
- é a simbiose evidente, gratuita ou generosa
amarrar as palavras aos dedos pintados de morte.
Agarrar-te-ei o corpo com os dentes.
J
