ossadas

sexta-feira, 30 de maio de 2008 às 17:26

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como se não houvesse amanhã, rugia o leão do topo da montanha, rodeado das ossadas dos seus adversários.

como se não houvesse amanhã, subias a escadaria de vinte-e-nove degraus que terminam em queda abrupta.

como se não houvesse amanhã, enxugavas as lágrimas do rio, lavando o sangue das mãos naquele rolo interminável de.

como se não houvesse amanhã, tossias os pulmões a cada golfada de ar fresco, merda.

como se não houvesse amanhã, fodias, pois já ia longe o dia em que deixaste de ser e a noite continuava intermitente nos olhos.

como se não houvesse amanhã, decidias terminar o dia de hoje, todos os dias.

como se não houvesse amanhã, mordias a língua para ti.



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