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quarta-feira, 21 de novembro de 2012 às 23:33

Durmo de olhos abertos
porque alguém me regou os sonhos com gasolina
e girassóis

Não existe tempo
para o vento que me levas do peito

Roubo décadas à memória vermelha presa nos faróis dos carros que passam, e balanço o corpo no turpor de estar acordado. Tenho sangue nas mãos, sonhos, esfarelo o teu peito com a ponta dos dedos, somos grãos de areia eu e tu, grãos com que alguém escreveu a nossa luta na brisa de Outono.

O que farias tu com a faca quando todas as cartas do baralho são jokers?

Não me assombres com o teu amor, não me assombres com o teu sorriso, deixa-me à sombra da melancolia, das linhas tortas onde nascemos, que colorimos da maneira que sabíamos, como podíamos.

Sou amputado.


eutentomasnãoconsigo.

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