quinta-feira, 20 de agosto de 2015 às 02:19

Triste é a noite
na solidão do Só
que escreve com a pena de quem partiu
    numa despedida perdida


não sei

o amor é-me transcendente. Sinceramente não sei. Se pudesse matava o fastio na tua carne, não, na tua boca, não, na tua dança, nas mãos na tua anca e nas tuas costelas que me embalavam a raiva, a tristeza eterna de família que herdei nado-morto.

És faúlha eterna sem igual, sonho mudo em que só o coração sabe a língua

se a minha vida fosse uma dança, serias o seu embalo, o compasso cardíaco

o lume que me brota das mãos

da solidão nocturna

da imparável lógica que me asfixia.


— és toda a coragem que sonhei ser.



J

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