pode ser já?

sábado, 19 de janeiro de 2008 às 01:38

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deixaste-me preocupada - disseste. estava frio. respondias à eterna desculpa, criada na máquina que guardas secreta na língua. obrigaste-me a tomar uma posição, - estava doente, podes-me ajudar? - e disseste que tinhas razão - sempre a tiveste, de uma maneira ou de outra - e como estavas farta de tudo. mas preferiste despejar a lembrança de quando partiste.

somos o milagre, a descida das escadas e subida, na luz que quebra a noite em dedos que rasgam a carne. provas a tenra separação dos corpos, unidos em suór e nos poros que respiram sufocados, na delícia de mil beijos.

continuas, e experimentaste os medos que te serviam, irrompendo em imersos infernos de lágrimas deixadas abandonadas ancoradas por navios distantes.

não há noite que não desista, que verte a sua essência para um novo dia - pára não digas isso - é a verdade e tu estás confuso - confuso? lambe-me as feridas e depois podes-me chamar isso - não fui feita para isso. estás combinado para a vida, mesmo com as trinta facas que trazes sempre contigo - não e não, não percebes, não és serás nunca capaz de entender o que é arrancar o coração - blá blá blá - chupar-lhe o sangue com os dentes, em sem controlo, caralho, apertar e beijar a mancha que sobra, chora - demasiadas desculpas - e.. não são desculpas - não faz mal, eu perdoo-te quando caíres nos meus braços - pode ser já? - não, ainda é cedo - rezo então.



J

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