que caminho

sábado, 5 de janeiro de 2008 às 18:22

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sombras e vultos, falta algo aqui.

talvez consigas tudo aquilo que queres, envolvida em significados das coisas que encontraste pelo caminho, sem surpresas ou amuos instáveis, a estabilidade da rotina fácil e todas as outras coisas que surgem a horas, marcadas e pré-combinadas, negociadas, sempre.

estás cansada e apenas precisas de paz. de ver o nascer do sol como apenas o nascer do sol.

lembras-te naquela noite, em que apontei para a lua, cheia estava cheia
- não te lembras, a luz que nunca nos guiou para nós.

escondias-te, demasiado frágil existência para tentares descobrir aquilo que és, sonhos e tudo o mais, sem outros nomes sem resultados metafísicos que só a ti diziam respeito, nunca. não entendo ainda hoje como é possível ter tanta magia numa vida desprovida de ilusão, vazia em sonos lentos, juntos, sujos nas mãos que segurávamos tão calmamente nos gritos que silenciavam.

as lágrimas que se despedem de ti iram levar-te a casa, sem medo, mestres da realidade absoluta.


J

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