sem nexo

sábado, 5 de janeiro de 2008 às 21:36

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ouve a terra que reclama o nosso corpo,
que desce devagar e sem desdém,
suspiro,
não há vestígios dos cortes deixados,
lenhos de tesoura e faca, desleixados,
trôpegos, sem nexo.

e queima, o brilho do culminar de tantos anos abandonados ao acaso,
sem destino previamente estabelecido,
enganos conformados e o caixão que já está selado,
pena.

desejo-a hoje mais que nunca, somente nós,
- eu e ela.
abraçados apenas esta noite e o resto da eternidade.

ajuda-me a vestir
o ímpeto da guerra nos teus olhos.



J

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