astrolábio

sábado, 9 de fevereiro de 2008 às 06:06

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pergunto-me
- como seriam os tempos idos, vagos, que se estendem nos recantos das tuas memórias?

seria belo nascer para um novo dia,
cruzar os mapas estelares,
navegar de astrolábio com o tecto no mundo,
render as estrelas vigilantes com beijos salgados,
ao leme, os teus olhos.

(calma, já aparece o sangue e pús e essas coisas)

ergue a cabeça,
sobranceira a lua descansa envolta em sonhos,
ilusões que aceitas sem questionar a sua verdade,
em cometas que desenham o futuro,
na necessidade de acreditar.

(e...)

levanta-te da campa (ora, finalmente),
descansa a tua carcaça cansada,
comove-me na tua dança de carnes rasgadas,
fio de sangue que baila cintilante,
nos lábios de quem a prova.



J

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