III - Morte

terça-feira, 1 de junho de 2010 às 13:30

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Quero gostar de ti
morte,
rasgar o tempo nas asas de uma baleia,
morrer
logo, à hora marcada,
podre,
e a carne destruída longe,
morte,
com convite, festa privada.

Sabe bem segurar a tua mão
morte,
e levas-me a viver
tudo o que esqueci lembrar,
morro
na revolução da carne e dos ossos,
forte
absoluto e pleno, senhor
da paz no mundo.

Morte,
não me interessa, apenas
vêm-te.

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