XXXVIII

terça-feira, 30 de julho de 2013 às 14:21

deixei-te em todas as coisas
no caminho estreito onde nuvens se pintam de água negra
quando as saudades são o tracejado das fronteiras
nos mapas dos teus olhos, e o amanhã
é a envolvência.



o gato que sempre quis ser rato,
a memória que somente mente quando ousa ser verdade
porque - e sejamos sinceros
todos os sonhos o são.



a pincelada de azul,
centelha arrancada por um punho erguido
quando o amor é segredo
quando o amor é arma
e somos dança
o medo
das palavras
    à boca da noite,
        do segredo que mentia só porque queria ser verdade.




J

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