Monopólio

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012 às 09:49

não sei o que dizer
quando

o fulgor nasce

limito-me a seguir instinto, em frente
    um limitar que vagueia por entre as veias de ser

esqueço-me que a maré hoje chega à hora marcada

perigoso é o vazio e não eu

resgata-me dos meus ossos e rouba o meu fígado
rega-o    leva-o
    arranca cada pedaço que te sobrar nos dedos

com a boca feres o meu destino.

juravas a vida divina, um calcular de erros,
ponto de interrogação em caleidoscópio
sem o monopólio da morte.

um erro — dois,
e desistes do mundo redondo, ali na palma da mão.


J

1 Comentário:

Aguenta Cavalo

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